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FANDANGO DO GRUPO "DE ALMA CRIOULA"

Ala Pucha! Recebi um chasque me convidando pra um fandango de formatura do grupo de dança gaucha "De Alma Crioula" aqui mesmo no pago, como gosto de gastar a sola da bota no cabo da dança, não me fiz de rogado. Preparei a pilcha, engraxei as botas, atei o maragato (lenço vermelho) no pescoço, convoquei a prenda e me fui "fachudo" pro fandango!

Muita prosa se tem gasto para falar sobre a hopitalidade dos gauchos e da maneira como os gauchos recebem os viventes que se aprochegam, mas a recepção dos peões e prendas deste grupo é de dar inveja a muitos CTGs por aí. Foi perfeita! Me senti mais à vontade do que matungo solto na invernada chê! Me senti dentro do meu galpão! Este grupo que tem ensinado aos viventes que querem aprender os passos da dança gaucha, já conquistou uma verdadeira tropilha de amigos e, é só soltar um "sapucay" que a indiada se manda pro fandango de "mala e CRIA" , vem a familia toda, e transformam o evento em um baile familiar, bem à moda gaúcha. Por alí não se vê gurias de guaiaca (barriga aparecendo), nem decote exagerado ou mini-saia mostrando o bico da canoa. Também os peões não usam bombacha-leggins, por alí os peões usam bombachas de verdade. E os viventes que não vão pilchados se vestem de maneira apropriada e respeitosa. Bem diferente do que se vê pelos fandangos daqui - é um tal de chirú de bermuda, peão usando Bambicha (bombacha-leggin, mais apertada do rato em guampa) rebolando mais do que cobra mal matada. Cousa muito feia de se ver chirú velho!

O salão tava mais cheio do barril de chope em festa de crente. Era preciso campear um lugarzito pra enfiar a bota, e a indiada não afroxava o garrão, se guasqueando pros dois lados. E assim seguiu o fandango noite a dentro. Mas tem um piazito de uns 9 anos - cria da casa - que aprendeu a dança ali com o grupo. O piá do GD, mas que guri bom de pata chê! Não perde uma dança. A avó, as tias e a mãe tiveram que se revezar pra aguentar o tranco do chiruzinho, o piá é mais faceiro do que "pinto em quirera".

Mas que tal? E desta vez os musicos do grupo "Pé Na Estrada" arranharam umas milongas, melhoraram o repertório gaucho para atender outros grupos que querem animar um fandango mais não querem esvaziar a guaiaca. Os meninos dão conta do recado.

Barbaridade Patrão, quando tiver outro fandango destes, é só abrir a goela num sapucay que por lá caio.

Ademir Canabarro - um missioneiro