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TCHÊ KAKAREKO

Calma viventes não se assustem com o nome do grupo musical, porque  o grupo  é bem campeiro por sinal! E toca uma barbaridade as musicas campeiras dos gaucho do Rio Grande do Sul. Pela segunda vez fui a um baile com este grupo e não me decepcionei o grupo é muito bom, tem um tranco bem campeiro e respeita o ambiente que o acolhe – sobem ao palco devidamente pilchados – afinal era um coquetel de curso de dança do grupo Mateadores do Litoral da patroa Márcia em Penha SC que foi muito feliz ao contratar o Tchê Kakareko para animar o tal coquetel! Ao final de cada curso de dança gaucha de salão que dura 3 meses, promove-se um coquetel com um bailezito para os formandos “ensaiarem” o aprendizado. E, em geral, o baile de formatura acontece alguns dias depois. Mas que bailezito bueno. Não dava para arredar a “carcaça” da pista era uma musica buenacha atrás da outra! Quase furei a bota de tanto sovar o chão! Se quiseres um baile campeiro, podes confiar no grupo. Patroa Márcia, parabéns! Há muito tempo não dançava um baile gaúcho de verdade com um grupo que honra o próprio trabalho! Para lembrar, o grupo é de Maravilha, SC.


TCHÊ CHALEIRA ?
Com este podem se assustar... apesar do nome, costuma atacar de vuco-vuco e descambar para “os tchê qualquer coisa” . E se o patrão – neste caso o contratante não “botar o freio no beiçudo” o baile pode agradar qualquer um, menos os tradicionalistas ou os adeptos da tradição gaucha! A patroa Márcia teve que segurar as rédeas para manter o baile de formatura dentro dos conformes. O grupo sabe tocar musicas campeiras, mas com a vinda da famigerada “Tchê Music” acabou se perdendo e pouco a pouco foi perdendo a identidade cultural, o que é uma pena pra quem já foi referência... Talvez com a derrocada da famigerada Tchê music o grupo retorne às raízes e volte a ser campeiro novamente. O vocalista teve a petulância de perguntar para o público – em uma determinada hora – se poderiam tocar “Eu quero tchú, eu quero tchá” se a patroa não metesse o “zóio feio” pra cima do vivente, o matungo saia  fora do corredor. Que barbaridade! Não querem respeitar nem o contrato de trabalho e nem a ocasião! E neste caso, nem o ganha-pão! Este grupos adeptos da “tchê music” e esta besteira de “gaucho universitário” precisam entender que a tradição não aceita modernização e nem modismo de ocasião, e, acima de tudo precisam lembrar que existem mais de 3.000 CTGs no Brasil e dentro de um Centro de Tradições Gauchas precisam tocar musicas campeiras de acordo com a tradição e a Carta de Princípios. Acho que é loucura comercial desprezar o público tradicionalista frequentadores dos CTGs. É preciso lembrar para um show ou baile para o qual sejam contratados, ai que respeitar o contrato seja verbal ou por escrito. Afinal é um contrato de trabalho como outro qualquer! Para lembrar, este grupo é de São Sepé, RS. Como podem ver, ser tradicionalista e respeitar a tradição gaucha não é exclusividade do Rio Grande do Sul!

Ademir Canabarro – um missioneiro