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PONCHO GAÚCHO

Pelas frestas do meu rancho

o inverno mostra a fuça;

o vento faz escaramuça

e uiva para me amedrontar,

pensa que vou 'encorujar'

me 'amoitar' lá num canto;

não sabe que eu tenho um poncho

- relíquia, um verdadeiro manto -

herança de antepassados,

bem curtido, bem 'templado'

no rigor das invernias,

que aquece nas noites frias

minha carcaça, minha alma,

me protege e me acalma -

é escudo pras tiranias!


Por 'riba' azul negro como a noite

por baixo o 'carnal' vermelho,

sussurros de amores, segredos,

guardados com todo ardor,

me abriga, me dá calor

contra o açoite do minuano;

poncho gaúcho aragano

marca da 'banda' oriental,

silhueta sacerdotal

para a encilha do meu pingo -

nas jornadas mais matreiras,

nos comércios de carreiras...

nas fuzarcas de domingo!


Sérgio Mathias Pereira
“dos versos que faço” - julho/2012