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O gaúcho depois de muito andejar pelas coxilhas e canhadas deste Rio Grande amado, aquerenciou-se e constituiu família e desta forma o gaúcho a ter um rancho, e uma prenda a lhe esperar sempre com uma ponchada de carinho, deste carinho veio os filhos, e com a estes o gaúcho palanqueou de vez a querência num fundão de grota. No seio da família gaúcha, cultiva-se o respeito e amizade. Os filhos pedem a benção aos pais antes de se retirar para dormir, da mesma forma, quando se levantam e comungam juntos uma rodada de chimarrão familiar. Um destes qüeras mais dedicados a família que eu conheço é nosso poeta colaborador Sérgio Mathias Pereira. É um vivente que vive para a família e com a família! Denota grande amor, dedicação e admiração por seus filhos. E amor e carinho entre pais e filhos é o que une a família. Nesta Semana soubemos que um dos filhos do Sérgio adoeceu, e este pai amoroso passou por muitas provas, recorreu ao Patrão Celestial e com fé e coragem pediu e foi atendido. O Coxixo Gaúcho deseja dias melhores a família e uma ponchada de felicidades que por certo o Patrão da Querência enviará de presente!

Segue uma poesia da lavra de Sérgio ao Filho;

 

MEU PEQUENO, MEU HERÓI.


Um lar em harmonia
Brinquedos rolando pelo chão,
Mas a exemplo do irmão
Já com livros e revistas -
Outra marcante paixão;
Um olhar, um sorriso,
Um beijo, um abraço apertado...
“Já estou tão acostumado
Com o carinho do meu guri pequeno
Que soa como um veneno
Um dia me apartar de ti.”


Foi bem assim que pensei
Quando bem moço, ainda menino,
Ele falava em ganhar o mundo
Seguindo os passos do irmão;
Um aperto no coração
Mas, também, pensava comigo:
“Não vou tê-los para sempre,
Apenas são simples sementes
E precisam germinar...
Ganhar força, crescer e frutificar,
Tal qual fiz eu na minha vida!”


Ah vida...
Que costuma andar no rumo certo,
Mas agora me tira o norte
Me deserdando da sorte -
Vem e me toma o timão;
Neste oceano da vida
Me “lança” na escuridão
Deixando meu barco à deriva!


Um dos meus dois timoneiros
- que guiam o meu destino,
meu norte, desde meninos –
Sem bússola e sem horizontes
Sem ver colinas ou montes,
Conclama toda tripulação
- Pai, mãe e inseparável irmão -
Para com ele navegar,
Para ele novamente achar


As correntes, o certo caminho,
Que levem ao porto seguro
Onde há cor, vida, futuro...
Um lar, um aconchego, um ninho!
Enquanto isso não chegar
O meu peito quanto dói...
Mas sempre vou te amparar,
Forças mil eu vou buscar...
Meu pequeno, meu herói!

Sérgio Mathias Pereira - “Dos verso que faço”