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MEU TRABUCO DE TAQUARA

Antes tempos, quando criança,
ainda cheio de esperança
de ter o mundo por diante,
eu ostentava, com garbo e radiante,
um trabuco de taquara.


Duas peças -
um canudo, de ferrolho uma vara,
uma do talo a outra da ponta,
primeiro apara, depois desponta
estava feita a 'arma' campeira.


Fruta de cinamomo - fartura de munição -
trazia um “bocó” lotado,
outro punhado na mão;
em uma guerra de brincadeira
era certeira e ligeira como um “jato”.


E agora, emocionado, eu relato
esses tempos remotos que já vivi,
quando bem moço, ainda guri,
eu não sabia, mas era feliz de fato!


Sérgio Mathias Pereira - Dos Versos que faço