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MOURA ROSILHA

Na minha vida de gaudério

já encilhei tropilhas de fletes

- vários pêlos,  várias raças -

no entreveiro, na 'fumaça',

ou em rodeios campo afora;

Outrora no calor da briga,

hoje no rechego da lida,

tenho as rédeas e calço esporas

então guio o meu destino;

O bicho por mais teatino

eu duvido que me escape,

nem que a sorte se desate

ou que o mundo venha abaixo,

tenho certeza, não acho;

Ainda mais nesta moura rosilha

- potranca linda, de estouro -

um verdadeiro tesouro

quando desato o meu laço;

Só se escuta o guascaço

quando a 'trança' se estira,

- chega tinir na presilha;

Na outra ponta uma gaviona,

novilha 'brazina' querendona

que um dia foi retovada;

agora se achica, 'cinchada'...

cabresteia pra rosilha redomona!

Sérgio Mathias Pereira – dos versos que faço