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ELE É O ARTISTA DA MINHA ESTIMA... ELE SE CHAMA MANO LIMA!

O poeta escreve o verso

Que deve ter fundamento,

E a literatura nos ensina

Para também ser rico na rima;

Então, agora neste momento

Eu reverencio este talento...

Minha rima é pro MANO LIMA!

Ele é a 'marca' do Rio Grande -É como olho d'água que brota,

É a mulita que sai da toca

É a própria imagem da pampa;

É o trago largo na guampa

É o tropeiro macanudo,

É o mate bem topetudo

Na 'roda' à beira do fogo;

É o 'ás' de espada no jogo

Numa orelhada de 'testa',

É a tropa que desembesta -

Estoura e se vai embora;

É o tilintar das esporas

Num trotesito chasqueiro,

É o potro mais caborteiro

Que se manda campo a fora!

Agora vou 'ajoujar' alguns versos

E brincar com suas rimas;

Sei que na sua imensa bondade

Ele aqui não verá maldade...

Pois é o artista da minha estima!

Compadre: atiça a “cadela baia” -Tem movimento no “arvoredo”!

A comadre tá com medo

E a gurizada assustada...

Chomisco, não era nada,

Isso já não é mais segredo,

Podes ficar em sossego;

É o “libisome” Mano Lima -Tá virado em barba e crina,

Se juntou com o resto do “bicharedo”!

Sai “espantado o bagual”

A ronco e “bufo de gaita”,

O Mano é um índio taita

Vai “a galope contra o vento”;

Com seu “compadre Milóca”,

Na cincha vai tirar os “gato” da toca;

Pois ele ainda é de um tempo

Que o homem tinha “tutano”,

E como este ciclo mundano

Precisa do seu talento!

Dos “pagos do mbororé”

Se bandeou pra este lado,

Hoje é um artista afamado

Mas conservando a decência;

A vida é uma vasta 'ciência'

Por isso sempre “temo domando,

Temo aprendendo, temo ensinando”,

Pois a sorte é 'mui velhaca';

O laço está na aspa da vaca

Mas a sangria é que segura,

Com faca não faça firula

Se não ela escaramuça e te escapa!